fim das guleseimas

Prazo para adaptação das cantinas escolares ao lanche saudável acabou

Da redação

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Vera oferece lanches mais saudáveis, mas escola admite que a mudança de hábitos é lenta

Três meses após a sanção da lei, pelo governador José Ivo Sartori, as escolas de Santa Maria ainda estão adaptando suas cantinas às novas exigências. A Lei 15.216, de 30 de julho deste ano, tem por objetivo promover a alimentação saudável no ambiente escolar e proíbe a comercialização de alguns produtos como balas, pirulitos, gomas de mascar, biscoitos recheados, refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos industrializados, frituras, pipoca industrializada, bebidas alcoólicas e alimentos industrializados com alto teor de sódio.

Pela lei, a adequação deveria ocorrer no período de 90 dias, prazo que acabou na última quinta-feira. Porém, os itens proibidos ainda não foram totalmente retirados dos bares.

O Diário consultou as cantinas de 12 escolas da rede privada da cidade, e a maioria ainda está em processo de adequação. Um dos itens que ainda persiste em algumas cantinas é o refrigerante, que, segundo os diretores das escolas, também está com os dias contados.

Escolas de Santa Maria adaptam as cantinas para oferecer lanches saudáveis

A diretora da Escola Santa Catarina, Jaqueline Garske, afirma que a cantina da instituição já modificou o tipo de lanche oferecido aos alunos, mas admite que o processo é lento. Junto com a proprietária do bar, Vera Terezinha da Rosa dos Santos, elas estudam novas ideias para incrementar o cardápio.

- Atualmente, nossos estudantes estão consumindo mais água, frutas e lanches assados. Junto com a proprietária da cantina, sugerimos novas opções, como os espetinhos de fruta, por exemplo. A aceitação tem sido boa, mas não é uma mudança que ocorre de um dia para outro - avalia.

REDE PÚBLICA

As instituições de ensino da rede estadual estão sendo fiscalizadas por meio de uma funcionária técnica em nutrição nomeada. A informação é do titular da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (8ª CRE), José Luiz Eggres.

- Ela faz as visitas nas escolas e verifica o cumprimento da legislação que está em vigor. As adequações que precisamos fazer não foram muitas, mas, obviamente, precisamos adequar alguns produtos que foram incluídos e outros que foram vedados - explica.

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Já as escolas da rede municipal não possuem cantina, mas, mesmo assim, algumas orientação são reforçadas.

- Como não temos cantinas regularizadas nas escolas, trabalhamos com o Programa Nacional de Alimentação Escolar. A gente está se baseando nas leis para criar algumas orientações para as escolas, porque, eventualmente, se compra alguma coisa, ou alguém vai na escola vender. Estão sendo passadas orientações verbais e uma instrução de normas para quem lida com alimentos nas escolas do município - diz a secretária de Educação, Lúcia Madruga.

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